Stéphane Heuet talvez seja tão insano quanto Robert Crumb. Simples, este fez a versão em quadrinhos do Gênesis e aquele trabalha na adaptação em BD da obra-prima de Marcel Proust, Em Busca do Tempo Perdido. As publicações de Huet aqui no Brasil estão estacionadas no volume 04 (Jorge Zahar Editor, 2007) e é deste livro que sai o meu recorte: Um Amor de Swann (parte I). Subitamente, e não por acaso das coincidências, foi o mesmo escolhido para a quarta capa. Alors, passez la la la la folie!
Debora diz: I can show u how to watch free if u promise not to tell anyone else how to do it??? PLEASE fochesatto diz: sure, honey. i wouldn't do such a stupid thing. (papo vai, papo vem). Debora diz: OH SHIT.. k I am late to start my show, I gotta get off msn...I will see ya inside my chatroom babe.. remember not to mention that I am upgrading u for free... You can use your msn name to sign in so i know it is you.. fochesatto diz: all right, baby. go ahead and do your best.
Como pode ser visto aqui:
Quanto a Fannie, não valeria a pena transcrever aqui. Trata-se das mesmas linhas. Sagaz, hein? Acho que o problema está em ter um e-mail tão absurdo. Alors, passez la connerie!
"Tenho que esclarecer isto para que não fique dúvida; que não é um problema técnico, mas uma questão filosófica. De modo que o sistema tonal em questão, por investigação, nos conduziu inevitavelmente a uma prova de fé, na qual perguntamos: O que é que nos faz crer que esta harmonia, a base de cada obra-prima, referindo-se a sua própria irrevogabilidade, realmente existe ou não? Disto segue que devemos falar de uma não investigação na música, se deve falar de uma realização única de não-música. Algo que durante séculos foi ocultado, um escândalo terrível que devemos revelar. Daí a situação vergonhosa de que todos os intervalos nas obras-primas de muitos séculos são falsos. Isso quer dizer que aquela música e sua harmonia e eco, seu encanto paralisante, está completamente baseado num fundamento falso. Sim, temos que falar de um engano inquestionável. Ainda aqueles que não estão muito seguros, moderados, devem comprometer-se. Mas que tipo de compromisso, se para a maioria, a tonalidade musical pura é uma simples ilusão e os intervalos musicais verdadeiramente puros não existem? Aqui temos que reconhecer o feito que aqueles tempos eram mais afortunados que os nossos, aqueles de Pitágoras e Aristoxenes, quando nossos antepassados se satisfaziam com o feito de que seus instrumentos puramente afinados só podiam ser tocados em alguns tons. Já que não lhes inquietavam as dúvidas, para eles as harmonias celestiais eram provenientes dos deuses. Mais tarde, como se isto não fosse o bastante, uma arrogância insana decidiu tomar posse de todas essas harmonias dos deuses. O fizeram a sua maneira. Deram cargo aos técnicos com a busca da solução. Praetorius, Salinas e finalmente Andreas Werckmeister, quem resolveu a dificuldade dividindo a oitava da harmonia dos deuses, os doze tons médios, em doze partes iguais. De dois semi-tons, ele falsificou um. Em vez de dez teclas pretas, cinco foram usadas. E assim concluiu. Temos que ignorar este desenvolvimento dos instrumentos, ao chamado temperamento igual e a sua triste história. Devemos trazer de volta a afinação natural dos instrumentos. Cuidadosamente, temos que corrigir os erros de Werckmeister. Temos que nos preocupar com estas sete notas da escala, não desde a oitava, mas de sete qualidades distintas e independentes, como sete estrelas fraternais no céu. O que nós temos que fazer então, se somos conscientes, porque essa afinação natural tem seus limites, e é um limite algo inquietante que exclui definitivamente o uso de certas marcações mais elevadas", registrou o recluso György Eszter em seu gravador enquanto seu atencioso sobrinho, János Valuska, o assistia afundado na poltrona neste também misterioso filme de Béla Tarr (de quem venho falado muito, eu acho), Werckmeister Harmóniák.
"I'm being punished for every god damn thing I did wrong and still got more punishement to come. Cause I've done so much shit wrong, I mean, I've done a lot of things wrong. A lot. I get to the point where sometimes I feel like crying. Sometimes I feel like crying... Because I... I was so damn selfish with myself, with everybody around me it was all about me. I didn't care about what anybody thought. I was fucked up. I wouldn't listen", disse-me Ralph, um dos sem-teto vivendo aqueles Dark Days no subterrâneo do metrô. Alors, passez le visage inconnu!
* imagens: stills deste premiado documentário construído modestamente a partir do zero absoluto.