quinta-feira, 30 de setembro de 2010

ex animo dicere CXXI




"- I know how to play now. Who taught you?
- My father.
- You still have a dad at your age?
- Yes.
- My father left me before I was born. Where's your father?
- I've abandoned him.
"

Bem, depois ouvir esse diálogo, Buffalo Boy ficou bem interessante. Uma pequena odisséia para enterrar o pai que lembrou As I Lay Dying, de Faulkner. Inundações que remeteram a Northfork e Narradores de Javé (ao som de Charley Patton). Finalizando com uma bela estrutura de siclos e repetição da vida como em Primavera, verão, outono, inverno... e primavera. E o curioso é que esses três filmes são de 2003! "Zeitgeist", disse Padam. Se for, tivemos um ano de delay no Vietnã.


* imagens: "minha mãe que me deu" (com sotaque, tchê).


Alors, "unkle Kim, the water returned as always, nourishing the land, giving us fish, but rotting everything, men and buffaloes, the living and the dying".

domingo, 26 de setembro de 2010

rt noctambulismo idoso

terça-feira, 14 de setembro de 2010

rt wasabi

http://agoraquando.blogspot.com/2010/09/wasabi.html

rt russell's teapot

ex animo dicere CXX

Finalmente fui convencido de que Jean-Luc Godard é o mesmo que superlativo. Le Petit Soldat, 1963, o último que assisti na jornada, tem essa seqüência magnífica.


1:18
"A fotografia é a verdade e o cinema é a verdade, 24 vezes por segundo."
[...]
5:27
"- Os russos estão sempre estudando.
- Quê?
- Os russos estão sempre estudando. É estranho que queira ser atriz.
Ela acendeu um cigarro, e me perguntou porquê.
- Por quê?
- Todos os atores são idiotas. Desprezo-os. Na verdade, se lhes dizem que riam, riem. Se lhes dizem que chorem, choram. Se lhes dizem que andem de quatro patas, o fazem. Acho grotesco.
- Não vejo porquê.
- Não sei. Não são gente livre.
- Olhe.
- Que?
- Um ator."
Depois há a conversa sobre música clássica e a dança encantadora de Anna Karina e em seguida o "jeux d'enfants". Cerca de meia-hora depois:
"A tragédia, hoje em dia, é a política."
&
"- Verônica... Por que não diz algo?
- Não sei o que dizer.
- Diga mentiras, diga que não está triste por eu ir.
- Não estou triste por você ir. Não estou apaixonada. Não me encontrarei com você no Brasil. Não te beijarei ternamente.
Fiz as malas e fui a Zurique. Já não eram as luzes de Genebra, mas sim as de Rio de Janeiro. E me perguntava se era feliz de sentir-me livre ou livre de sentir-me feliz."

Entretanto, destaco as cenas de luta/violência em seis filmes:






Destaco e fico me perguntando se elas são patéticas porque foram pensadas para assim serem ou simplesmente assim saíram. Era proposital ou era Godard o tipo de sujeito que nunca brigou na vida? Ou ainda, seria culpa da velocidade da narrativa? Da proposta (de montagem) Nouvelle Vague? Não sei responder. Por outro lado, agradeço Muzulon por me arranjar cópias dos três filmes que me introduziram ao.

Melhor ainda é ficar com a bela onipresente Anna Karina em Le Pedit Soldat dizendo:

"Po-di sim!"
Qualquer coisa.


* imagens: screen shots da clandestinidade.


Alors, ta ligne de hanche, ma ligne de chance, quelle importance?

quod erat demonstrandum XXVI, XXVII, XXVIII, XXIX, XXX

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www.rollingstone.com/music/photos/28431/153721/11
e se repete, e se repete, e se repete...