segunda-feira, 14 de setembro de 2009

ex animo dicere XXXXV, XXXXVI

Já fui melhor em mentir. Hoje sou apenas bom em contar desculpas. Então vou seguir com esses quadrinhos até... Pois bem. Gipi, do qual já falei aqui antes, é mesmo um bom exemplo da "poesia moderna" que são os quadrinhos. Deste ao lado, Les Innocents #1 (2005, Coconino Press & Vertige Graphic para a Collection Ignatz), só o texto da quarta capa da sobrecapa dá uma idéia do nível que o autor alcançou.




"Traîner dans la rue. Faire partie de la bande. Pendant des années, nous n'avons pas cherché autre chose. Je ne me souviens ni des parents, ni des jeux vídeos ou des programmes télé. Il y avait la rue, avec ses lois inconnues et ses figures menaçantes. Et il y avait nous, qui étions encore innocents, jusqu'à la preuve du contraire. Mais surtout il y avait la rue. Elle changeait de couleur une fois les lampadaires allumés. Elle devenait un miroir, après la pluie".

Na continuação, Ils ont retrouvé la voiture #2 (2006, Coconino Press & Vertige Graphic para a Collection Ignatz), os desenhos e a narrativa de Gipi continuam sinfonicamente belas.
Mais...
"On sait jamais".






Post-Scriptum I: Um salve Xangô e uma Salve Rainha pela edição de domingo, Monstro.
Post-Scriptum II: Obrigado por esses dois peixes, Jô.
Alors, passez le mot!




* imagens: scanner-head.

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