Alors, Il est né, l'anthropomorphisme minimaliste!
* imagens: Johannes Scanner Gutenberg, l'osservatore.
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"It's often been said that cinema 'films death at work'. [...] To film loved ones is like claiming memory and defying death. I only understood that later, when death decided on being stronger than anything else. [...] The starting point of the film I'm making now is an image which doesn't exist, a forbidden image, therefore absent, that of a face I saw for a few minutes, that was then stolen from my sight. [...] A family film becomes a mausoleum, noting every step, every gesture, in a kind of death ritual. [...] How long do people remember every one of us? After two generations we're just shadows. When you add a third, at best we're prisoners of vague memories and stories. All our dreams, enthusiasm and hatreds come down to a few pictures saved by time. In a box I possess a disorder of photos, gathering men, women, children, whose name and blood I sometimes share. I didn't choose this community, but in some dark groundswell it made up what I am. [...] All families are imaginary. [...] Family films only serve appearances, stocking up scenes of christenings, birthdays, weddings, new births followed by more birthdays, more weddings... The baby grows up, it's Christmas again,
they get married. [...] We barely venture into images in which nothing happens, where people are simply there, waiting for time to flow by, the time said to be 'deadly boring'", disse, desmontando-me qual puzzle de árvore genealógica seca, o narrador em Mort à Vignole, um dos curtas da coleção Exercices Spirituels do cineasta congolês Olivier Smolders, que nutre alguma fixação pelo tema morte e trabalha em cima de uma narrativa filosófico-ensaística que remete a alguma parcela de Jean-Luc Godard.







Daí que depois de uma introdução documental melecada de informações sobre San Fran, o narrador, com sua voz de rádio da NASA estragado, começa a entrar no assunto bom: "O modo de expressar-se está por toda parte. Mondo Topless é a quintessência do movimento. Eis aqui as garotas Go-Go durante a exibição, com o movimento desenfreado, uma rítmica comemoração ao corpo feminino. Fantastic women! Fantastic dances! As mais fascinantes belezas do mundo. Até agora mulheres assim vocês só tiveram em sonhos. Mas elas são incrivelmente verdadeiras em Mondo Topless".
Buxotics!
Buxotics!
Buxotics!





Sessenta minutos mais tarde, temos - e se sobrou fôlego após a movimentação de tantos Buxotics! e doces palavras das dançarinas - esse erotic art movie aka UAU! São diversos - "esqueci de contar" - curtas excitantes acompanhados por trilhas sugestivas. No mais, melhor ver o trailer do que ficar fazendo spoiler dos atos sexuais alheios.
Se você gostou e também partilha da máxima J'fais du porno et j'aime ça, pode ser amigo de Murielle Scherre no MySpace. Mas fique atento: "la fille d'O não aceita adicionar solicitações de bandas".
Afinal, se você precisar de algo mais refinado que os títulos desses filmes para se interessar pela coisa, talvez esteja na hora de ir à San Fran ou França... Ou talvez seja hora de fazer um inigualável:
Especial Mulheres Peitudas de Gantz!!
Yes, yes. E-e-esperem, segurem as cortinas. Antes da verdadeira ação altruísta, veremos umas poucas linhas ludibriantes sobre. Gantz é um mangá publicado no Japão (e possivelmente numa dúzia de países) desde 2000 no qual o autor, Hiroya Oku, aborda a vida de pessoas aleatórias após suas respectivas mortes, pois é a partir daí que essa cambada vai parar num misterioso quarto ao lado de uma esfera negra, Gantz. Partindo desse argumento, Oku descarrila para muita violência e um pouco de drama. Para se ter uma idéia do perfil Ab Absurdo do criador, leiam essas 01, 02, 03, 04 e 05 páginas. No que se refere aos desenhos aqui selecionados: escolhi como se fossem pra casar, ou seja, levando em consideração não somente os peitos, mas o agradável conjunto. (Sim, o título do especial é praticamente um embuste.) Incluindo o primeiro, um bônus para salientar o bom gosto do artista na hora de começar sua obra. Destaque para a edição 09 que contém a maior quantidade de bons desenhos para abrir capítulos. Ponto fraco fica para as edições 11 à 20. Imagino que se sejam da época de crise ou de quando o autor se dedicou mais a trama em si, já que nesse período se encontram poucos abres dignos e uma série de novos personagens e monstros bizarros. No entanto, como poderão analisar aqueles amantes da mente humana, na edição 24 parece que Oku se redime com os leitores apresentando-lhes um inferno de mulheres. E o que o autor tem a dizer sobre suas predileções? "O que eu mais gosto agora são meninas peitudas com cara de criança, como fica evidente em meus mangás. [...] Não tenho a fixação que já tive outrora, mas ainda aprecio um bom par de peitos grandes. Duvido que eu mude de gosto do futuro". Perfeitamente compreensível, não? Ademais, e apesar da falta de conexão entre esses desenhos e o desenrolar dos capítulos, me parece que há sempre uma ligação talvez oculta entre o título e o desenho das garotas. Exemplos: "Campo de batalha sensacional" e "Palavras frias" creio não precisar comentar, "Fim de jogo" X garota arrasadinha, "Existência revelada" X saia levantando, e assim por diante. Por fim, acrescento que todas essas mulheres suavizam a violência do mangá com suas aparições entre uma poça de sangue e uma porção de corpos destroçados. Agora sim, vamos começar. Vamos prestar atenção nas mulheres de Hiroya Oku, só aqui, extra, extra, Buxotics!, porque de resto, ele não tem pena delas, nem dos personans principais, tampouco das crianças, dos velhos... Quebrem a perna, cambada! Ei-las:
Alors, vite, habillez vous!!
* imagens: stills da pirataria e Johannes Scanner Gutenberg, l'osservatore.