terça-feira, 14 de setembro de 2010

ex animo dicere CXX

Finalmente fui convencido de que Jean-Luc Godard é o mesmo que superlativo. Le Petit Soldat, 1963, o último que assisti na jornada, tem essa seqüência magnífica.


1:18
"A fotografia é a verdade e o cinema é a verdade, 24 vezes por segundo."
[...]
5:27
"- Os russos estão sempre estudando.
- Quê?
- Os russos estão sempre estudando. É estranho que queira ser atriz.
Ela acendeu um cigarro, e me perguntou porquê.
- Por quê?
- Todos os atores são idiotas. Desprezo-os. Na verdade, se lhes dizem que riam, riem. Se lhes dizem que chorem, choram. Se lhes dizem que andem de quatro patas, o fazem. Acho grotesco.
- Não vejo porquê.
- Não sei. Não são gente livre.
- Olhe.
- Que?
- Um ator."
Depois há a conversa sobre música clássica e a dança encantadora de Anna Karina e em seguida o "jeux d'enfants". Cerca de meia-hora depois:
"A tragédia, hoje em dia, é a política."
&
"- Verônica... Por que não diz algo?
- Não sei o que dizer.
- Diga mentiras, diga que não está triste por eu ir.
- Não estou triste por você ir. Não estou apaixonada. Não me encontrarei com você no Brasil. Não te beijarei ternamente.
Fiz as malas e fui a Zurique. Já não eram as luzes de Genebra, mas sim as de Rio de Janeiro. E me perguntava se era feliz de sentir-me livre ou livre de sentir-me feliz."

Entretanto, destaco as cenas de luta/violência em seis filmes:






Destaco e fico me perguntando se elas são patéticas porque foram pensadas para assim serem ou simplesmente assim saíram. Era proposital ou era Godard o tipo de sujeito que nunca brigou na vida? Ou ainda, seria culpa da velocidade da narrativa? Da proposta (de montagem) Nouvelle Vague? Não sei responder. Por outro lado, agradeço Muzulon por me arranjar cópias dos três filmes que me introduziram ao.

Melhor ainda é ficar com a bela onipresente Anna Karina em Le Pedit Soldat dizendo:

"Po-di sim!"
Qualquer coisa.


* imagens: screen shots da clandestinidade.


Alors, ta ligne de hanche, ma ligne de chance, quelle importance?

quod erat demonstrandum XXVI, XXVII, XXVIII, XXIX, XXX

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www.rollingstone.com/music/photos/28431/153721/11
e se repete, e se repete, e se repete...

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

rt noctambulismo saboroso

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

ex animo dicere CXIX

Revirando o fundo do rio que a rede diz cobrir a respeito de Godspeed You! Black Emperor - Blaise Bailey Finnegan III (BBF3) topei com FlysOnEaglesWings, dentre outros peixes menos interessantes (pascalalainbergeron, killerdynam0, Dweller4May).
Qual é a do/a sujeito/a, sou incapaz de saber. Fato é que encontrei o mesmo comentário dele (e dos seus) em um, dois, três sítios distintos. Obviamente o de FlysOnEaglesWings era o mais intrigante, fazendo com que pensasse se tratar de algum trecho da música passado despercebidamente por mim. Assim, procurando por "I let people run all over me; I love to let them run all me", cheguei aos três cardumes acima.
Agora, para completar o experimento, espero fisgá-lo e pescar seu comentário com esse post. Just because, hmk?

Como plus, um cover de:

Alors, allons-y, paysan, à lá rivière!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

rt flip-flop: em paraty livro dá em árvore + bônus do barco

ex animo dicere CXVIII





Uma continuação de setembro passado. Inferior, porém, ainda válido.
Alors, faire toujours les mêmes griffonnages!



* imagens: le cabaret des pirates.

quod erat demonstrandum XXII, XXIII, XXIV, XXV

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e se repete, e se repete, e se repete...

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

rt revista mosaico


domingo, 8 de agosto de 2010

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

rt noctambulismo culposo