::::: im lauf der zeit (ou veja isto) :::::
Gaúcho me fez entrar em seu quarto. Trancou a porta atrás de nós, e eu sentei onde sabia que tinha uma cadeira mais ou menos confortável. Do guarda-roupa retirou pequena caixa preta reluzente, em perfeito estado de conservação. Imaginei o que tiraria dali. Destravou e depositou na minha mão. Levantei a tampa. Forrada internamente em veludo carmesim, a caixa guardava com respeito o tesouro: uma calcinha comum, e usada.
– Mas que porra?! – engasguei, pois imaginara errado.
– Roubei do vestiário. Das garotas do vôlei.
– Garotas do vôlei? – tossi, me levantando da poltrona em brasas.
– Não se lembra? Existem várias penduradas no vestiário... – com um bote de serpente apanhou a calcinha de dentro da caixa e afundou o nariz nela, inspirando profundamente – Bem, espero que essa calcinha não seja da mulher do treinador. Sempre que me masturbo pensando na mulher alheia acontece algo ruim.
– É porque isso é pecado – esclareci.
Ele balançou a cabeça negativamente.
– Escuta, Foche. Estou partindo em viagem de auto-conhecimento.
– E vais para onde, samurai anacrônico?
– Pedro Juan Caballero.
Ensaiei uma risada, mas me contive. Sua expressão era séria demais para isso.
– Ok, cara, acho digno. Só queria te pedir um favor. Traga-me tudo.
– O quê? – ele questionou-me, espantado, como se fosse inocente – Quando você diz tudo, você quer dizer TUDO isso aqui? – balancei a cabeça positivamente – Não me desafie. Se insistir, eu te desfibrilo. E se quiser, venha comigo. Homem-Cova também se prontificou – abaixou-se e retirou a mochila escondida debaixo da cama – Prometo que vou acelerar o Passat até o fim das estradas, até cruzarmos as pontes, até chegarmos a um porto, até rodarmos por sobre a areia, e então... – fez pausa antes de bater as costas de uma mão na palma da outra e concluir – então enfiaremos o carro de encontro às ondas do mar e os gametas irão fluir livremente pelas escuras águas profundas.
Gaúcho me fez entrar em seu quarto. Trancou a porta atrás de nós, e eu sentei onde sabia que tinha uma cadeira mais ou menos confortável. Do guarda-roupa retirou pequena caixa preta reluzente, em perfeito estado de conservação. Imaginei o que tiraria dali. Destravou e depositou na minha mão. Levantei a tampa. Forrada internamente em veludo carmesim, a caixa guardava com respeito o tesouro: uma calcinha comum, e usada.
– Mas que porra?! – engasguei, pois imaginara errado.
– Roubei do vestiário. Das garotas do vôlei.
– Garotas do vôlei? – tossi, me levantando da poltrona em brasas.
– Não se lembra? Existem várias penduradas no vestiário... – com um bote de serpente apanhou a calcinha de dentro da caixa e afundou o nariz nela, inspirando profundamente – Bem, espero que essa calcinha não seja da mulher do treinador. Sempre que me masturbo pensando na mulher alheia acontece algo ruim.
– É porque isso é pecado – esclareci.
Ele balançou a cabeça negativamente.
– Escuta, Foche. Estou partindo em viagem de auto-conhecimento.
– E vais para onde, samurai anacrônico?
– Pedro Juan Caballero.
Ensaiei uma risada, mas me contive. Sua expressão era séria demais para isso.
– Ok, cara, acho digno. Só queria te pedir um favor. Traga-me tudo.
– O quê? – ele questionou-me, espantado, como se fosse inocente – Quando você diz tudo, você quer dizer TUDO isso aqui? – balancei a cabeça positivamente – Não me desafie. Se insistir, eu te desfibrilo. E se quiser, venha comigo. Homem-Cova também se prontificou – abaixou-se e retirou a mochila escondida debaixo da cama – Prometo que vou acelerar o Passat até o fim das estradas, até cruzarmos as pontes, até chegarmos a um porto, até rodarmos por sobre a areia, e então... – fez pausa antes de bater as costas de uma mão na palma da outra e concluir – então enfiaremos o carro de encontro às ondas do mar e os gametas irão fluir livremente pelas escuras águas profundas.
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