::::: the fountain :::::
Aprendemos na semana passada (não exatamente no mês passado) que quando a reunião tornava-se intragável, sem movimento criativo e, portanto, perigosamente infrutífera, nós deveríamos interrompê-la. Eu e Mamífero sugerimos e silenciosamente concordamos que o correto seria ir para os fundos da casa e brincar de bobinho com Geni, a cachorrinha de Monstro. Não sem um rugido de aprovação, o dono de nosso brinquedinho levantou-se antes mesmo de nós e verbalizou nossas trigêmeas intenções.
– Só se for agora – disse, pausadamente, para enfatizar cada palavra.
Geni corria e saltitava livremente pelo quintal como um carneirinho atrás de sonhos. Bastava atirar uma pedra lunar (ou fingir isso) que ela se enfiava entre a relva daninha que crescia. Em seguida, voltava com utopias bobas entre os dentes.
De repente, lembrei-me de Pedrón – especialmente porque as boas piadas da vida não podem ser perdidas mesmo se forem ruins –, e escalei a árvore apoiada no muro. Destaquei uma folha do tronco e pulei. Na gravidade zero do vacuum. De volta ao solo, mostrei para Mamífero e Monstro que aquelas folhas quebravam com estalido engraçado. E noutro plano de vida extraterrena, Pedrón zombava de mim. Com razão.
Aprendemos na semana passada (não exatamente no mês passado) que quando a reunião tornava-se intragável, sem movimento criativo e, portanto, perigosamente infrutífera, nós deveríamos interrompê-la. Eu e Mamífero sugerimos e silenciosamente concordamos que o correto seria ir para os fundos da casa e brincar de bobinho com Geni, a cachorrinha de Monstro. Não sem um rugido de aprovação, o dono de nosso brinquedinho levantou-se antes mesmo de nós e verbalizou nossas trigêmeas intenções.
– Só se for agora – disse, pausadamente, para enfatizar cada palavra.
Geni corria e saltitava livremente pelo quintal como um carneirinho atrás de sonhos. Bastava atirar uma pedra lunar (ou fingir isso) que ela se enfiava entre a relva daninha que crescia. Em seguida, voltava com utopias bobas entre os dentes.
De repente, lembrei-me de Pedrón – especialmente porque as boas piadas da vida não podem ser perdidas mesmo se forem ruins –, e escalei a árvore apoiada no muro. Destaquei uma folha do tronco e pulei. Na gravidade zero do vacuum. De volta ao solo, mostrei para Mamífero e Monstro que aquelas folhas quebravam com estalido engraçado. E noutro plano de vida extraterrena, Pedrón zombava de mim. Com razão.
2 comentários:
.eu lembro desse dia. a zombaria não seria infundada, mas também não é necessárias, pois as folhas realmente faziam um barulho chistoso quando quebradas.
.ou pelo menos o marrom na cabeça assim fazia parecer.
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