Vinte! Vinte Ex Animo Dicere no AAAE. Ou dois ponto zero como preferem os morons online. Parece algo especial, não? Então vou cantar."No cume da montanha vejo uma coisa preta:
Será bosta de vaca ou será a minha amada?"
Dusan Makavejev, adoro te seqüestrar.
"De meu túmulo nascerão mil cavalos.
De meu túmulo nascerão mil cavalos.
De meu túmulo nascerão mil cavalos."
Foda-se.
Fiz um texto comemorativo.
::::: A Alva Albanesa Alcoólatra :::::
Ao amanhecer, Ana, a albanesa, acordou. Aspirou ar. Assimilou areia. Anotou algo aqui, ali, assim, assado: aliterações ao acaso. Abriu a alma. Arreganhou armários. Arremessou abajures. Abriu as asas. Arriou-se, abatida, afinal. Ainda assim, altamente alterada, Ana anunciou-se a Alberto:
– Ah, amor! Amor? Antevejo-te apalpando-me, anjo. Além. Ah, abominável acontecimento!
Alberto, autoritário, apolítico, analfabeto, ausculta Ana atentamente. Ademais, alheio ao azo, aquiesce àquela anunciação. Adota a animação a-morosa:
– Ana, aurora aveludada! Anda, amor! Anda ali, Ana, ali a aldeia ávida a acolherá amorosamente.
– Acompanha-me, Alberto. Ah! Aconchega-se, anjo adiposo. Aí amaremo-nos até as axilas azedarem, as ancas arderem – anunciou Ana, algo ambígua.
Ambos aparentavam aturdimento ao andar. Aéreos, alcançaram abieiro. Ali amaram-se aderentemente. Ao acabarem, avistaram algo acima. Acharam a anarquia anunciada: A.A. (Alcoólicos Anônimos).
– Abracadabra, Ana. Achamos a abadia – Alberto avisou, abalroando-se abertura adentro.
Ana acompanhou-o, anatematizada, abalada.
– Aguardente, amigo acólito. Agora! Anularei as aliterações abusivas, as adjetivações abomináveis. Abasteça-me. Alberto, amor, álcool, amor. Ah! Ajudem a abeberar-me, Alberto – Ana abaixou-se, asfixiada, as ancas ardendo, a alma aberta – Aguardente, amigo abade. Agora! A Albânia, aquela alma, aquelas asas. Amigo, a aurora aparece...
Ana anoitece.
Alors, alors, alors...
Passez!!
* imagem: precisa dizer?
Um comentário:
admirável,
amanda.
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